Olá, bumeranguers!

Uma das coisas mais complicadas pra se falar quando o assunto é fabricação de bumerangues são os tipos de materiais utilizados como matéria-prima (a física do bumerangue é mais complicada ainda, mas um dia eu encaro esse desafio). O motivo é bem simples: não há textos em português disponíveis na internet para quem quer se aprofundar! Assim, só entende quem trabalha com isso. E a menos que os shapers brasileiros estejam aceitando aprendizes em suas oficinas (seria uma boa ideia, se alguém abrir processo seletivo, me avisa!), só quem tem tempo (e grana) pode descobrir tudo na tentativa e erro. Fora isso, só nos resta encher o pessoal mais experiente de perguntas. Para reduzir um pouco essa lacuna no conhecimento fui pesquisar um pouco (leia-se “bastante”!) e encontrei coisas bem legais, que agora divido com vocês.
Qualquer coisa pode servir para fazer um bumerangue, desde que seja plano e tenha uma certa rigidez, além de resistência. O que deve ser levado em conta é que tipo de bumerangue se quer fazer. Indoor ou outdoor? Para competição ou just-for-fun? A que distância ele deve voar? A que intensidade de vento ele deve resistir?

O que vai determinar o voo do bumerangue é o shape (que será tratado em outro post) e a densidade do material. Se forem feitos dois bumerangues de shapes iguais (incluindo a espessura) em materiais diferentes, o bumerangue feito no material mais denso será mais pesado e por isso tenderá a ter um voo maior e resistir a ventos mais fortes, existindo algumas exceções [1]. Copiar um bumerangue no mesmo material do original mas em uma espessura diferente (bumerangues outdoor geralmente são feitos em espessuras de 2 mm a 6 mm.) também pode alterar o voo em outras coisas além da distância e a resistência ao vento. É provável que o shape tenha que ser ajustado para que a cópia voe igual ao original.

Depois dessas noções básicas, vamos aos materiais. Os materiais descritos aqui são os mais comuns e fáceis de encontrar (em outro post são tratados os materiais menos comuns). Podem ser trabalhados com serra tico-tico, grosas, limas e lixas, não sendo necessárias ferramentas mais sofisticadas (vejam o post “Fabricando seus próprios bumerangues” para ver as ferramentas mais básicas). Recomenda-se que o shaper utilize máscara durante todo o processo (máscaras descartáveis de papel já são suficientes, exceto se a pintura for feita com pistola, mas isso será tratado em outro post). São eles:

  • Madeira – utilizada principalmente em forma de compensados, Quanto mais camadas o compensado tiver, melhor ele será para a fabricação de bumerangues (em outro post comento como escolher um compensado). Como cada camada é colada de maneira que as fibras da madeira fiquem em diferentes direções, os compensados são mais resistentes que a madeira maciça (que só é usada para fazer lap joints e natural elbows, mas esses bumerangues são mais frágeis e servem apenas como modelos artísticos para colecionadores, assim como os strip laminateds [2]). Densidade: Existem compensados com diversas densidades, cabendo ao shaper escolher a que mais se adequa ao modelo que será feito. O problema é que poucas vezes os vendedores sabem informar qual a densidade de seu produto. Usos: A madeira é utilizada para fazer bumerangues de basicamente todas as modalidades competitivas (menos frequentemente de Fast Catch eEnduro), além de ser um dos materiais mais utilizados para modelos just-for-fun. Porém está sendo largamente substituída por materiais sintéticos, pois estes, à medida em que vão sendo aperfeiçoados, apresentam melhor desempenho. Além disso, árvores adequadas à indústria madeireira estão ficando escassas, o que é um problema geral e não só para o mundo do bumerangue. Trabalho: É um material  fácil de trabalhar. Existem serras apropriadas para o corte, sendo que qualquer jogo de serras para tico-tico vem com pelo menos duas. Antes da pintura, recomenda-se passar seladora para evitar que a tinta seja sugada por entre veios. Para deixar a pintura mais bonita deve-se usar uma tinta branca como fundo para outras cores. Aceita diversos tipos de tinta. Como conseguir: compensados de boa qualidade podem ser comprados em madeireiras. Pequenos pedaços de compensados mais ruinzinhos podem ser achados descartados no lixo (já vi muito em caçambas de entulho) ou em lugares que trabalham com madeira. Leia mais sobre a madeira aqui
  • MDF – “Mediunm Density Fiberboard”, ou “placa de fibra de madeira de média densidade”. Bastante usado pela indústria moveleira, é um excelente material para se aprender a fazer bumerangues pela facilidade de trabalhar e pelo baixo preço (com menos de R$30,00 dá pra comprar uma placa que rende algumas dezenas de bumerangues, assim ninguém precisa se preocupar se estragar alguns por causa de erros). Porém, serve apenas para aprender a fazer, pois o MDF não é muito resistente a impactos e os bumerangues ficam frágeis (o que não impede que durem muito, se forem tratado com muito cuidado). A espessura ideal é de 3 ou 4 mm, mais que isso deixa o bumerangue muito pesado [3]. Densidade: depende do tipo. O MDF standard tem densidade de 0,75 g/cm³, o light 0,6 g/cm³ e o ultralight 0,45 g/cm³ [4]. Usos: como os bumerangues ficam frágeis, o MDF é melhor aproveitado em bumerangues just-for-funTrabalho: do mesmo jeito que os compensados, com a vantagem de ser mais fácil de desbastar e dar acabamento. Como conseguir: Em madeireiras. Do mesmo jeito que os compensados, retalhos podem ser encontrados no lixo, principalmente em móveis velhos.
  • PVC – O PVC é um plástico e os bumerangues feitos dele na espessura de 1 mm ou 2 mm são fáceis de arremessar e de pegar, motivo pelo qual é bastante recomendado para iniciantes no esporte. Pode ser utilizado em espessuras que vão de 0,5 mm a 4 mm. Por ter uma alta densidade, não se recomenda o uso de PVC com mais de 5 mm (sendo que nessa espessura o bumerangue já fica muito pesado) [5] Densidade: entre 1,3 g/cm³ e 1,5 g/cm³. Usos: bumerangues just-for-fun para iniciantes e modelos para competiçõesindoor* (com 1 mm ou 2 mm). Na espessura de 0,5 mm dá ótimos minibumerangues que podem ser arremessados em espaços bem reduzidos (de no mínimo 3 m). Trabalho: em 0,5 mm pode ser cortado com tesoura e a partir de 1 mm usa-se serra. O shape só é feito a partir dos 2 mm, abaixo dessa espessura se faz vincos (o princípio é o mesmo que os minibumerangues de papel). O PVC pode ser shapeado com lixas grossas, não sendo necessárias limas e grosas. Não chega a derreter em nenhum momento durante o trabalho, ao contrário de outros plásticos. Aceita diversos tipos de tinta. Como conseguir: o PVC pode ser comprado em lojas de materiais plásticos. Como é utilizado em comunicação visual, placas descartadas podem ser facilmente encontradas.
  • PVCe – gerado pela adição de bolhas de ar no PVC (o “e” significa “expandido”), deixando ele mais leve. Densidade: 0,85 gcm³. Usos: os mesmos que o PVC comum,principalmente na espessura de 3 mmTrabalho: da mesma maneira que o PVC comum. Como conseguir: da mesma maneira que o PVC comum.
  • PP – Polipropileno. É um plástico atóxico, fácil de trabalhar, muito resistente a impactos e bastante barato, o que faz dele um dos materiais mais usados para a fabricação de bumerangues [1]. Pode ser regulado facilmente com torções e empenamentos e geralmente apresenta boa memória (as asas não voltam à posição original, a não ser que vocês desfaçam a regulagem). Pode ser usado em diversas espessuras, sendo as mais comuns de 4 mm e 5 mm. Os bumerangues podem ser feitos a partir de chapas (produção artesanal) ou por injeção em moldes (para produção industrial de larga escala). Densidade: 1 g/cm³ [1]. Usos: serve para bumerangues de todas as modalidades competitivas, exceto MTA e LD, sendo que para Australian Round é necessário o uso de chumbos [1]. Trabalho: deve ser serrado devagar, pois o calor gerado pelo atrito pode derreter o plástico, que volta a se colar depois que a lâmina passa [1]. Pode-se usar lixas ou limas para fazer os perfis das asas [1]. Como não aceita pinturas sem um banho químico, recomenda-se o uso de cores chamativas, como vermelho, laranja e amarelo. Como conseguir: em lojas de materiais plásticos.
  •  P.A.R. – Polímero de Alta Resistência. É difícil quebrá-lo, mas pode ser deformado (em caso de choques muito fortes com coisas duras, como postes e paredes, o bumerangue amassa no local, mas nada que altere muito seu funcionamento). Não é um material muito popular no Brasil, apesar de render bons bumerangues. Está disponível apenas com espessura de 4 mm. Densidade: aproximadamente 1,1 g/cm³. Usos: basicamente para modelos just-for-fun. Por ser um material um pouco flexível não é recomendado para modelos de duas asas de grande envergadura, devendo ser usado para aqueles de asas de tamanho médio ou pequeno [6], com envergadura padrão de 25 cm ou 26 cm [7]. A largura da asa deve ser de no mínimo 2,5 cm, mas podem ser feitos modelos com asas de 2 cm se forem adicionados undercuts [7]. Trabalho: deve-se usar serra com dentes de tamanho médio e cortar com velocidade baixa e constante, pois derrete e pode voltar a colar [7]. Pode ser lixado manualmente, mas se forem usadas lixadeiras elétricas ele pode derreter. Os bumerangues feitos de P.A.R. têm um retorno mais pesado, então é recomendado dar uma pequena lixada nas arestas (“quinas”) para evitar machucados. Aceita diversos tipos de tinta. Como conseguir: Através da loja Free Flyght.
  • PSAI – Poliestireno de alto impacto. É um material bom para quem está aprendendo a fabricar. Mais resistente que o PS comum, que também serve para fazer bumerangues (a densidade, os usos e a maneira de trabalhar são iguais para os dois). Pode ser usado nas espessuras de 2 mm e 3 mm. Densidade: 1,04 a 1,07 g/cm³ [8]. Usos: é mais usado para modelos de três asas e em alguns de duas asas de tamanho reduzido [9]. Pode ser usado em modelos just-for-fun, mas também para competições nas modalidades Trick Catch, Fast Catch, Enduro, Precisão [9]. Nas espessura de 3 mm é possível fazer bumerangues para Australian Round que alcançam 35 m e MTAs que cheguem a 20 segundos de voo [9], o que não é muito para competições mas já é o suficiente para quem quer começar a treinar essas modalidades. Trabalho: derrete ao ser cortado, portanto o corte deve ser feito com velocidade baixa. Aceita diversos tipos de tinta. Como conseguir: através de lojas de materiais plásticos. Também é utilizado em comunicação visual, então não é difícil encontrar placas de PSAI descartadas.
  • PETg – material semelhante ao utilizado na fabricação de garrafas de refrigerante (conhecidas com “garrafas PET”), porém mais resistente. Por sua alta resistência, comparável à do PP, é considerado um material nobre na fabricação de bumerangues. Com uma densidade um pouco elevada, a melhor espessura é a de 3 mm, pois espessuras maiores deixam o bumerangue muito pesado [10]. É um material caro, por isso não é muito usado. Densidade: 1,27 g/cm³ Usos: por ser um material um tanto quanto flexível, não se recomenda fazer modelos de duas asas com ele, ficando melhores os modelos de três ou quatro asas [10]. No segundo caso as asas não podem ser muito grandes, para evitar que o bumerangue fique muito pesado [10]. É mais indicado para modelos que atingem no mínimo 30 m [9]. Trabalho: Não derrete ao ser cortado, pode ser trabalhado com lima e grosa e é fácil de pintar [9]. Como conseguir: através de lojas de materiais plásticos. Também pode ser usado para comunicação visual, mas não é mais difícil encontrar placas nesse material.
É importante notar uma coisa: densidade não significa necessariamente resistência a impactos! Um material pode ser pouco denso e bastante resistente, da mesma maneira que outro pode ser muito denso e de baixa resistência. E ainda tem mais: não fiquem preocupados em fazer bumerangues apenas dos materiais mais resistentes que existem. Quem já tem experiência em arremessar pode utilizar materiais pouco resistentes e fazer seus bumerangues durarem bastante. Já iniciantes podem quebrar modelos em materiais muito resistentes por causa da falta de habilidade, portanto isso é bastante relativo. Se fosse para ordenar os materiais do menos resistente para o mais resistente, ficaria mais ou menos assim: PS < PVC e PVCe < PSAI < P.A.R. < PETg < PP (Deixei a madeira e o MDF de fora porque depende muito da qualidade de cada tipo).

Notem que muitos materiais podem ser encontrados descartados ou no lixo. Não recomendo que ninguém saia revirando latas ou ande em lixões atrás deles! Isso pode ser perigoso, pois o risco de se machucar ou pegar alguma doença é grande. Muitas vezes as chapas são colocadas ao lado das lixeiras por serem muito grandes e nesse caso é seguro (e bem mais higiênico) recolhê-las.

Quem quiser comprar chapas dos plásticos que listei acima recomendo a Central do Acrílico, aVicky e a Day Brasil (essa última tem uma loja em Lauro de Freitas, perto aqui de Salvador). Vejam bem exatamente o que vocês querem através dos sites, pois os atendentes muito provavelmente não saberão ajudar se vocês disserem que querem fabricar bumerangues.

Em outro post tratarei de materiais menos comuns (e que dão mais trabalho) na fabricação de bumerangues. Quem quiser informações um pouco mais técnicas (não relacionadas à fabricação de bumerangues) sobre esses e outros materiais pode visitar esses links:
Materiais utilizados – disponível no site do Sanca, de São Carlos – SP.
Terminologia – Materiais – disponível no site do Jerri Leu, de Balneário Camboriú – SC.
Materiais / Brindes – disponível no site do Teixeira Curti, de São Paulo – SP (inclui uma comparação entre bumerangues em PVC e em PS, além do uso dos materiais que não tratei aqui)

Bons ventos a todos.

Ítalo Carvalho.

*Os modelos indoor possuem tamanho reduzido, qualquer que seja o material utilizado. Pode-se fazê-los no tamanho de uma folha A4 (210 mm x 297 mm) [9]

Olá, pessoas!

Muitas pessoas praticam o bumerangue apenas por diversão, mas algumas vão além e resolvem também competir (O que não deixa de ser divertido!). Aqui vão algumas dicas para quem quer ingressar em competições. Ninguém é obrigado a seguir todas à risca, mas elas podem fazer bastante diferença no desempenho de quem quiser realizar toda sua capacidade atlética. Inicialmente trago algumas dicas gerais. Em outros post falo sobre Trick Catch e Precisão e sobre Fast Catch, Enduro, MTA e Australian Round. Vamos a elas:

01. Condicionamento físico é importante. Não é exatamente ter músculos fortes, pois arremessar bumerangues é principalmente uma atividade aeróbica, então estar com o fôlego em dia ajudará bastante.

02. Cada pessoa tem um estilo próprio de arremessar. Procure descobrir quais os seus pontos fortes e fracos e tente se aprimorar. Você pode descobrir mais sobre seu estilo e no que está errando filmando seus arremessos de diversos ângulos e analisando as imagens.

03. Se você achar um bumerangue que se adapta ao seu estilo de arremessar, não hesite em comprá-lo. Ele será insubstituível.
04. Copie modelos de outras pessoas e os modifique, melhorando e adaptando ao seu estilo de arremesso.
05. Aproveite bastante os modelos feitos especialmente para modificação, como o Trifly, o Infinity, o Touareg, o Agile e o Renner.

06. Desenha as plantas de seus bumerangues. Se eles se quebrarem, você pode fazer outros se baseando no pedaços. Mas se eles se perderem e você não tiver uma cópia, você pode deixar de ter uma peça importante de sua coleção.

07. Aprenda a observar e avaliar corretamente as condições de tempo.
08. Faça uma tabela listando os modelos que você possui, para que provas cada um serve, para que condições de vento e que regulagens podem ser feitas. Isso ajuda a descobrir para o que você está bem equipado e o que você precisa conseguir para completar seu kit. Procure ter ao menos três modelos para cada prova, um para cada intensidade de vento.
09. Conheça bem seus bumerangues. Aprenda como se comportam em todas as situações e como regulá-los. Nas competições brasileiras, é comum que um atleta empreste seus bumerangues para outros, quando necessário. Mas é impossível conhecer as particularidades de cada modelo no primeiro contato com ele, então você pode perder uma vantagem importante assim (claro que ainda será melhor do que não fazer a prova por falta de equipamento).
10. Pratique no vento mais forte que puder. Assim você estará mais bem preparado até mesmo para as condições mais amenas.
11. Pratique todas as provas. É comum que bons atletas se saiam mal em alguma prova, e as pessoas sempre têm suas preferidas. Mas isso não quer dizer que as outras devam ser negligenciadas, se você espera conseguir boas colocações.
12. Sempre se certifique de que todos os seus bumerangues atingem as distâncias mínimas exigidas antes de usá-los em competições. É comum que atletas inexperientes pensem que seus bumerangues estão alcançando distâncias maiores do que realmente alcançam. Para medir essa distância, peça a um amigo que fique em sua frente quando você arremessar e que se posicione logo abaixo do ponto mais distante que o bumerangue alcançar. Depois meça a distância entre você e seu amigo.
13. Mantenha seus bumerangues regulados e prontos para as provas com antecedência. O tempo de aquecimento não deve ser usado para regulagens, a não ser pequenos ajustes.
14. O que você deve ter em sua mala:
  • Cronômetro com contador de voltas;
  • Biruta;
  • Sacola plástica de lixo, para colocar os bumerangues dentro em caso de chuva;
  • Chapéu, óculos de sol, protetor solar e labial;
  • Munhequeiras para evitar que o suor escorra dos braços para as mãos;
  • Toalha para secar as mãos;
  • Talco, para controlar a umidade das mãos;
  • Chuteira com trava;
  • Elásticos, fita de chumbo, moedas e pesos, papel, caneta, tesoura, fita adesiva, faca;
  • Luva para Fast Catch, sempre para a mão oposta à que você usa para arremessar;

Bons retornos a todos!
Ítalo Carvalho.

Kit de campo

Posted: January 31, 2012 in Gerais

Olá, bumeranguers!

Quem vai para campo arremessar não leva apenas os bumerangues. É comum os praticantes usarem grandes mochilas cheias de bolsos para transportarem diversos acessórios. Alguns itens são bem úteis e até recomendáveis, mas cada um decide o que quer levar. Aqui vai minha sugestão de um kit de campo com algumas coisas básicas e outras nem tanto (visite o post “Regulando o bumerangue” para saber a utilidade de alguns itens)*:

  • Flanela: quando o campo está molhado depois de uma chuva, a flanela serve tanto para enxugar quanto para limpar a terra que fica nas mãos e no bumerangue, em caso de arremessos errados. Também pode ser usada para enxugar o suor em dias ensolarados (é claro que não vai ser a mesma usada para limpar a terra). Pode ser colocada no bolso, mas é mais prático pendurar por uma ponta na cintura da bermuda.
  • Moedas: moedas antigas podem ser fáceis de achar, mas as de um centavo também servem muito bem e não vão fazer muita falta. Podem ser substituídas por outros tipos de peso, como pedaços de chumbo achatados ou lead tape.
  • Fita adesiva: pode ser usada para prender pesos ou mesmo para fazer flaps. Prefiram fitas de boa qualidade para evitar que se soltem com facilidade. Mas cuidado: a fita pode arrancar a tinta de alguns bumerangues, a depender do tipo de acabamento que eles receberem.
  • Tesoura: se a fita adesiva é muito boa, pode ser difícil cortar com os dentes. Prefiram tesoura sem ponta, pois isso evita furos na mochila ou outros acidentes.
  • Adesivos: úteis para colar em bumerangues de cores que não se destacam. Como jogo em lugares gramados, bumerangues verdes e pretos ficam camuflados no caso de arremessos errados. Adesivos vermelhos ajudam a achá-los mais facilmente. São a única opção quando os bumerangues não podem ser repintados (os de PP principalmente, pois esse material precisa de um banho químico para poder aceitar tinta).
  • Lixa: serve tanto para fazer pequenos ajustes quando se testa um modelo que se acabou de fazer quanto para tirar rebarbas de bumerangues que sofreram choques (os de PP, principalmente).
  • Elásticos: pacotes com 200 unidades são baratos, mas não levem todos para campo. Uns 30 ou 40 já são um bom número. Dificilmente vocês usarão muitos elásticos, a não ser que queiram deixar modelos sempre preparados para ventos mais fortes. Também podem ser usados pedaços de feltro.
  • Curativos: não é difícil machucar os dedos ou mesmo as pernas (principalmente a canela), logo, é sempre bom ter curativos. O ideal é um pequeno estojo de primeiros socorros, com água oxigenada e álcool iodado para desinfetar o ferimento, além de bandagens, gaze e esparadrapos para os casos de acidentes mais graves
  • Corda: quando o bumerangue cai em árvores ou lugares muito altos onde não é possível subir, pode-se usar a corda para tentar derruba-lo. Basta amarrar uma pedra pequena na ponta da corda, girar e lançar. É melhor do que tentar apenas atirar pedras ou pedaços de pau (que podem inclusive acertar outras pessoas). Dez ou vinte metros de corda são o suficiente (recomendo o cordão de nylon, que é barato, fino e fácil de transportar enrolado em um carretel). Se a corda ficar presa em algum galho, a tesoura pode ser útil para corta-la. Vocês também podem marcar na corda com nós as distâncias de 2, 4, 6, 8, 10 e 20 metros. Assim não é necessário carregar fitas métricas para marcar raias.
  • Estilingue: quem tem boa mira, pode usar um para atirar a pedra amarrada na corda quando for resgatar bumerangues.
  • Vara de pesca telescópica: útil para tirar o bumerangue de lugares mais baixos. Há modelos disponíveis em vários tamanhos A minha é de composite de carbono, tem 70 cm recolhida e 3,60 m estendida. Custou R$17,00 e já evitou que eu subisse em muitas árvores (aliás, subir em árvores e construções é o segundo esporte favorito de quem pratica o bumerangue!).
Outros itens que comumente se leva pra campo são anemômetro, cronômetro (principalmente quem treina para competições), luvas acolchoadas (para pegar bumerangues que voltam com muito giro, como os de fast catch. Geralmente só se usa em uma mão, deixando livre a mão usada para arremessar), lixas antiderrapantes ou fitas aderentes (para arremessar na chuva). Também se leva garrafas com água ou suco e às vezes algum lanche. Enfim, cada um sabe de suas necessidades e monta seu kit. Apenas tomem cuidado para não levarem coisas de mais que só ocupem espaço e façam peso.
Bons ventos a todos!
Ítalo Carvalho.

Como escolher seu primeiro bumerangue

Posted: January 31, 2012 in Gerais

Olá, pessoas!

Para arremessar bumerangues, primeiro é preciso tê-los, certo? Então aqui vão algumas dicas de como comprá-los (aprendi a maioria por experiência própria)!
Se você vai comprar seu primeiro bumerangue, recomenda-se que seja de 3 asas. São mais fáceis de arremessar e de pegar no retorno, além de terem um voo mais estável. Prefira modelos que tenham voo alto e que tenham um retorno por cima. Os sites geralmente trazem essa informação e recomendam quais de seus modelos são mais indicados para inciantes. Caso não façam isso, você pode enviar um e-mail perguntando e muito dificilmente ficará sem resposta (comigo nunca aconteceu).
Prefira modelos de curto alcance (até 20~25 metros) e de materiais leves, como PVC de 1 ou 2mm ou PVCe (expandido), pois assim você evita se machucar e machucar outras pessoas. Eles voam apenas sem vento ou com vento fraco, e isso não é um problema, uma vez que para jogar em ventos mais fortes é melhor já ter alguma prática para evitar acidentes. E por falar em acidentes, tome cuidado para não quebrar seu bumerangue e sempre siga as instruções de arremesso! Mas se isso acontecer, não desanime. Muitos jogadores experientes também podem quebrar um bumerangue. Portanto, resista à tentação de comprar bumerangues mais caros no início. Outro material, mais resistente que o PVC e um pouco mais pesado também, é o PP (polipropileno), que exige um pouco mais de cuidado na hora de arremessar. Não recomendo muito outros materiais, mas não quer dizer que você não possa comprá-los (Só evite bumerangues de MDF, que não é um material bom para bumerangues, embora alguns sites vendam a preços muito altos para a qualidade baixa).
Aqui vai uma dica preciosa: compre bumerangues com cores chamativas ou bem coloridos. Particularmente, tenho preferência pelo vermelho e pelo laranja. Isso é muito útil quando você erra o arremesso. Evite o verde, pois ele fica camuflado na grama e nas folhas das árvores. O preto também fica difícil de encontrar em árvores com folhagem muito densa e em lugares mais escuros, assim como outras cores muito escuras (elas só se destacam se você for arremessar na praia, já que a areia é branca). Já o branco fica difícil de acompanhar durante o voo em dias nublados. Mas se você acabar comprando um bumerangue pouco visível, você pode repintá-lo (exceto o PP, que não aceita tintas sem um banho químico com promotores de aderência) ou colar adesivos sobre ele, principalmente aqueles adesivos refletores vermelho e prata que se vê em capacetes de motoqueiros, bicicletas e caminhões.
Bom, acho que esses são os principais pontos que você tem que levar em conta na hora de escolher seu primeiro bumerangue!
Bons arremessos!
Ítalo Carvalho.

Evitando dores e contusões

Posted: January 31, 2012 in Gerais

Olá, bumeranguers!

Quando começamos a praticar o bumerangue, é fácil ficarmos empolgados e exagerarmos nos arremessos, muitas vezes sem estarmos nem um pouco preparados para essa quantidade de exercício físico (entendam isso como “acabando de sair do sedentarismo completo) e, ao contrário do que pode parecer, o bumerangue é um esporte que exige bastante esforço. Por isso é comum que os iniciantes fiquem cheios de dores pelo corpo. O braço dói de tanto arremessar, as pernas doem de tanto correr e as costas doem de tanto se abaixar para pegar o bumerangue depois de um arremesso errado (pra mim, foi a pior dor de todas).
Se essas dores  melhoram com o tempo vai depender do organismo de cada um e de com que frequência se pratica, mas vou passar algumas dicas que ajudam bastante a reduzi-las:
  • Sempre façam alongamentos antes e depois de arremessar. Do corpo todo, não apenas do braço. Lembrem que vocês podem correr e torcer o corpo inteiro pra fazer uma pegada mais difícil, então é bom estarem preparados. Se vocês não sabem alongar, procurem alguém que possa dar orientações (um professor de educação física do seu colégio, de seus filhos, de seus amigos…)
  • Também é bom fazer um aquecimento. Uma corrida bem leve, um polichinelo… vocês decidem. Muitos aquecem já arremessando, usando um bumerangue leve, de curto alcance, fácil de colocar giro e de pegar. Depois passam para modelos que exigem mais força.
  • Se poupem. Como o braço é a parte do corpo mais utilizada, vocês devem poupá-lo. Lembrem sempre que o principal no bumerangue é o giro, e não a força. Não apliquem força desnecessária em modelos leves. Para modelos que precisam de mais força, usem todo o corpo para arremessar, não só o braço. Aprendam a girar a cintura e o tronco para somar força ao arremesso (quem pratica artes marciais sabe bem disso). Com treino vocês conseguem controlar e usar melhor sua força.
  • NUNCA parem o braço bruscamente depois do arremesso. Isso é um vício de postura terrível, pois força o cotovelo e causa dor depois de alguns poucos arremessos. Sempre deixem o braço seguir o movimento circular descendente (para baixo) depois de soltar o bumerangue, indo parar pouco acima das costelas inferiores, mas sem que a mão se choque contra elas. Se fizerem isso, vocês vão sentir a diferença.
Notem que a maioria das coisas não passam de bom senso, mas a maioria das pessoas acaba esquecendo ou simplesmente ignorando tudo isso e acaba sofrendo as consequências. Procurar algum profissional que lide com exercícios físicos (instrutores de academias, fisioterapeutas, professores de educação física, ortopedistas etc.) sempre pode ser proveitoso. Além de alongamentos e aquecimentos perguntem como vocês podem melhorar a postura, evitar contusões e que tratamentos podem ajudar a reduzir as dores.
Bons ventos a todos.
Ítalo Carvalho.

Regulando o Bumerangue

Posted: January 31, 2012 in Gerais

Olá, pessoas!

A maioria dos bumerangues já vem pronta pra arremessar, mas alguns modelos precisam ser regulados. Já em outros, as regulagens servem para alterar alguma característica do voo ou mesmo para deixar o bumerangue mais resistente ao vento. Veja abaixo os princípios gerais das regulagens (retirado do site Sempre Volta, do Jerri Leu):
USO DE ELÁSTICOS:
elásticos
Geralmente para dias de vento mais forte. Enrole um elástico em cada asa do bumerangue. Quanto mais para as pontas colocar, mais “arrasto” (freio) será dado ao bumerangue.
Bumerangue Tri Fly original em polipropileno, criação de Eric Darnell.
 
Os modelos de duas asas também podem ser regulados com elásticos, como nesta foto.
Bumerangue CC15
Shaper e Desinger: Jerri Leu
 USO DE FUROS:
 
Os furos geralmente são usados para diminuir a rotação do bumerangue. Bumerangues que flutuam muito no momento de chegada, no caso os de trick-catch, tendem a “escapar”, então, os furos nas pontas ajudam a diminuir esta flutuação.
Bumerangue Tri Fly original em nylon (Eric Darnell)
Shaper e Designer: Jerri Leu
 
Nos bumerangues para a modalidade 30m Relay, por exemplo, os furos fazem o boom perder o giro e ficar fácil para a pegada.
Parte de trás do Thunder, com furos de tamanhos diferentes nas asas e no centro.
**Shaper: Jerri Leu
Designer: Sandro Web Rider
Detalhe: os furos são permanentes, mas podem ser tapados com fita! Sem problemas
 USO DE PESOS:
 
Você poderá fazer com que seu bumerangue atinja maiores distâncias, colocando pesos (como moedas de 1 centavo) nas pontas das asas. Se colocar um peso no centro do bumerangue, a distância tende a diminuir.
Shaper e Designer: Jerri Leu
 
Doblers com pesos em posições diferentes.
O bumerangue de baixo é denominado “outsider” (o que voa por fora). O peso está na ponta, o que faz ir mais longe.
O de cima é o “insider” (que voa por dentro e cai primeiro). O peso está mais para o centro do boom.
 TORÇÕES:
 
Quando se quer que o bumerangue faça uma volta mais curta, dá-se uma torcida para cima, na ponta da asa.
Quando se quer que ele vá mais longe, faz-se o inverso, torcendo-se para baixo.
Torção para cima, fazendo o boom fazer a volta mais curta. Nesta regulagem, dependendo da torção, o bumerangue também perde giro.
Nos AMBIDESTROS, esta é a regulagem para DESTROS!
 
Torção para baixo, faz com que o boom vá mais longe.
Nos AMBIDESTROS, esta é a regulagem para CANHOTOS!
 EMPENAMENTOS – (BEND-UP / BEND DOWN)
 
Quando se faz esta regulagem “empenando” uma asa, ou outras mais, faz-se com que o boom suba e “flutue” mais. Empenando-se para cima, o boom faz um vôo alto e com maior flutuação.
Pode-se “empenar” uma ou mais asas.

**a foto é meramente ilustrativa, o “empenamento” varia para o vôo desejado!

 
Procedendo o “empenamento” para baixo, o boom voará baixo.
Pode-se “empenar” uma ou mais asas.
**a foto é meramente ilustrativa, o “empenamento” varia para o vôo desejado!
 
Uma boa forma de se “empenar” todas as asa ao mesmo tempo (e uniformemente) é apoiando uma das asas no polegar, outra no indicador e outra no mínimo (mindinho), então pressionando no centro do boom.
 DESBASTE NAS ASAS – (UNDERCUT)
 
Às vezes o bumerangue tende a “cair” antes de completar a volta, para corrigir isso é feito um desbaste na parte de baixo, na ponta da asa. Isso faz com que haja mais sustentação do boom e complete a volta.
Ao lado, o modelo OTTO, com expressivos undercuts nas duas asas.
Shaper e Designer: Jerri Leu
  Ampliando-se a área da ponta da asa, nota-se bem o desbaste.
 
Alguns modelos, como este Mega Ice-Runner, tem undercut tanto na fuga quanto no ataque.
Esse modelo foi desenvolvido para a modalidade LD (atingiu 90 metros!)
Designer: Manuel Schüetz
 CONCAVE:
 
Essa regulagem é feita para encurtar a distância de vôo do boom.
Modelo Mong com concavidades nas três asas.
Note também que há undercuts.
Shaper e Designer: Jerri Leu
 MUDANÇA DE “OUTLINE”
 
Muitas vezes é necessário mudar o desenho de um boom, para que tenha outro tipo de vôo, o que caracteriza uma regulagem.
Mudança no “outline” de um Renner, de Axel Heckner. Este boom foi modificado para a modalidade Trick-catch.
Shaper e Designer: Jerri Leu
Depois de ter essa noção básica, vale a pena se informar mais desse assunto.

Primeira coisa que deve ser dita: as regulagens mudam apenas alguns aspectos do voo. Não adianta tentar regular um bumerangue de que voa com ventos fracos para que ele voe em ventos fortes. O máximo que se consegue é que ele voe em ventos um pouquinho mais fortes que o habitual. O mesmo se aplica com distância e altura do voo.
Segunda: as pontas das asas são as partes do bumerangue que mais afetam o voo. Pra ser mais exato, os últimos 25~30% do comprimento da asa. Assim, quanto mais próximo da ponta for a alteração, maior será o efeito. Porém as regulagens podem ser feitas em qualquer parte do bumerangue, a depender do efeito que se quer causar.
Terceira: cada modelo reage de maneira diferente às regulagens aplicadas. Por exemplo, para um modelo basta um elástico na ponta de uma única asa, enquanto em outro são necessários elásticos em duas asas, sendo que os dois bumerangues irão voar bem na mesma intensidade de vento após a regulagem. Cabe a vocês tentarem diferentes combinações para descobrir o que serve em cada modelo.
Quarta: como já foi dito em outro tópico, muito do bumerangue é improviso com materiais reaproveitados. Para regulagens vale a mesma regra. Pode-se usar chumbos, moedas, elásticos para dinheiro, pedaços de borracha ou feltro, fita adesiva, enfim, qualquer coisa pode servir. Sua imaginação é o limite.
Agora, algumas dicas a mais sobre as regulagens mais comuns:
  • Elásticos: são fáceis de encontrar ou mesmo comprar (pacotes com 200 unidades custam menos de R$3,00). Coloquem nas pontas das asas para reduzir o giro (spin) do bumerangue, caso ele volte muito agressivo. Em modelos de três asas coloquem um ou mais elásticos no centro, passando pelas três asas, para deixar mais resistente ao vento. Vocês podem combinar elásticos no centro e nas asas de diversas maneiras.
  • Furos: são menos utilizados atualmente, já que muitas vezes o elásticos geram o mesmo efeito (com a vantagem de serem reversíveis). Só façam furos no bumerangue se tiverem certeza de que eles serão mais úteis que os elásticos.
  • Pesos: chegam a alterar a distância que o bumerangue atinge em até 5 metros, a depender do que se utilize. Além das moedas, borrachas podem ser utilizadas (fixem com fita adesiva de boa qualidade, para que não saiam com facilidade durante o voo ou em quedas). É comum o uso de pequenas quantidades de chumbo cravadas nas pontas das asas para aumentar a distância (esse tipo de regulagem não é reversível) . Outra coisa que pode ser usada é lead tape, que é uma fita adesiva com chumbo que pode ser encontrada em lojas de material esportivo (são usadas para balancear raquetes de tênis). Quando colocarem pesos, não usem coisas muito grossas, pois isso pode alterar a aerodinâmica do bumerangue.
  • Torções: nem todo bumerangue aceita torções e empenamentos, apenas os de plástico (principalmente PVC até 1 mm e PP, já o ABS só aceita torções bem pequenas). Afetam a distância do voo em vários metros, a depender do modelo. São facilmente reversíveis.
  • Undercuts: se seu bumerangue está voando bem, não tentem fazer undercuts. Deixem para tentar fazê-los se algum dia vocês fabricarem seus próprios bumerangues.
Bons arremessos a todos!
Ítalo Carvalho

Arremessando o Bumerangue

Posted: November 24, 2011 in Dicas de Aremesso

Arremessando o bumerangue

Olá, pessoas!
Depois de saber algumas coisas sobre o bumerangue e de comprá-los, chegou a hora mais esperada de todas: arremessá-los! Mas vão com calma. Arremessar o bumerangue de qualquer jeito pode ser um risco para as pessoas (inclusive quem arremessou), para o próprio bumerangue e para tudo que está em volta! Por isso leiam com atenção esses dois guias:
Arremessando – Disponível no site do Jerri Leu, shaper e competidor de Baleneário Camboriú – SC
Como arremessar corretamente – Disponível no site do shaper Teixeira Curti, de São Paulo – SP
Tem dois pontos que merecem ser esclarecidos:
1. A empunhadura (a forma de segurar o bumerangue para arremessar) pode ser feita como se estivesse empunhando uma caneta ou como se estivesse beliscando a ponta do bumerangue (fazendo uma pinça com o polegar estendido sobre a face pintada e o indicador dobrado em contato com a face não pintada). Pessoalmente, acho que a empunhadura em pinça oferece maior facilidade para colocar giro no bumerangue. Testem as duas formas para descobrir qual é a mais confortável para cada um de vocês.
2. Embora os bumerangues sejam lançados na vertical, a maioria dos modelos volta na horizontal (o bumerangue “deita” durante o voo), sendo que a maneira mais segura de pegá-lo é em sanduíche, com
as duas mãos abertas, uma por cima e outra por baixo do bumerangue. Isso evita a maior parte dos acidentes. Aqui vai uma dica: não tente pegar bumerangues que passarem acima de sua cabeça, pois as pontas podem bater nas suas mãos ou braços e doer bastante. Também não tente pegar os que voltarem abaixo de seus joelhos, pois podem bater nas pontas do dedos e até quebrar unhas, mesmo que vocês não usem unhas compridas! Não tem problema deixar o bumerangue cair no chão, os atos de andar e se abaixar para pegá-los pode ser um bom exercício também! Com o tempo você aprende a prever onde o bumerangue irá cair e vai conseguir fazer mais pegadas sem problemas.
Outro material que vale muito a pena ver é esse vídeo, com várias dicas (algumas coisas, comoregulagens, são abordadas em outras partes do blog):
Como arremessar – O vídeo foi feito e está no site do Ricardo Marx, competidor de Granja Viana – SP.
Treinem bastante e não desanimem! E se vocês não estão acostumados a fazer exercícios físicos se acostumem a sentir algumas dores musculares após as primeiras sessões de arremessos. Recomendo fortemente que façam alongamento do corpo todo antes e depois de cada sessão, isso ajuda a diminuir as dores e pode evitar contusões também!
Outra coisa: ao arremessarem ao ar livre, prefiram os horários antes das 10h e após as 15h, pois é quando o sol está mais fraco e os riscos de conseguirem um câncer de pele são menores (além do calor, claro), mas não deixem de usar protetor solar, chapéu e, se possível, óculos escuros (ajudam muito quando o bumerangue retorna contra o sol), além de beberem bastante líquido para reidratar (evitem bebidas alcoólicas). Também é bom calçarem tênis quando forem jogar na grama ou na terra, pois podem evitar machucados e até dores nos calcanhares (além de não deixarem que a poeira se misture com o suor nos seus pés e faça aquela sujeira!). Já na praia, os tênis são opcionais.